O sonho da moradia | #arquivo

Em 2013, fiz uma breve incursão para uma matéria local e acabei visitando algumas ocupações à espera de legalização fundiária. Mais especificamente o assentamento Nova Primavera, localizado na região industrial da cidade de Curitiba.

As ruas são de chão batido, a luz e o saneamento do esgoto todos improvisados. Contudo, com cerca de 380 casebres e 1,5 mil pessoas o cotidiano se realização como em qualquer outro bairro. Crianças brincam, pessoas vão às compras no pequenos comércios, um senhor toma seu chimarrão, o som (funk) toca alto vindo de algum carro ou casa.

Na reportagem, entre tantas imagens, uma composição fotográfica eu ganhei de graça. Estava pronta, enquadrada na parede de uma casinha: a frase “quando moradia é um privilégio, ocupar é um direito”. A questão é ampla e daria debate, especialmente na semântica dos termos ocupar/invadir. Para fins mais técnicos, o IBGE utiliza o termo “aglomerados subnornais”. E segundo dados do órgão, a coisa não anda promissora, pois há uma crescente da miséria no país e o número de moradias irregulares dobrou em 10 anos (2010-2019).

Sabemos que a Constituição Brasileira explana sobre o “direito à moradia” como um dos direitos sociais e sonho de qualquer brasileiro; entretanto, também amplo, dado seu conceito e interpretação. Pois, nem sempre querer é poder. Ainda mais em um mundo repleto de desigualdades e indiferença.

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