Projeto fotográfico – Princípios para idealizar – parte 2 | #Idealização

#Ideação

Você já refletiu sobre quantas fotos você tirou? E desse montante, quantas delas vieram a compor um livro, ilustrar uma reportagem ou ganharam as paredes de um uma exposição?

A abordagem da Idealização à Materialização (PIM) costura elementos e práticas bem conhecidas, especialmente do Design Thinking. Entretanto, também é relevante dizer que advém de uma simples observação: Muita criatividade, muito talento, muitas ideias sendo abordadas e diversificadas por diversos ângulos, mas pouca coisa se torna palpável. No que tange a fotografia não é diferente. Fotografamos muito, porém ocorre pouca conversão dessas imagens em uma entrega final.

Logo, na fase da idealização há elementos bem pertinentes em relação à condução de um projeto. Basicamente é a fase em que você começa a acreditar e dar forma ao imaterial, ao latente de sua criatividade. É a etapa dos insights, dos rabiscos, das hipóteses, Momento da busca ou do aprimoramento de um tema, assim como o de conceituá-lo. Com isso vem uma fase importantíssima: a pesquisa. Pois é o estudo e o entrelaçamento de ideias que sustentarão sua ideia. Maria Short, no livro “Contexto e Narrativa”, diz que é a pesquisa que solidifica, que realmente encorpa sua narrativa [fotográfica]. É o seu conceito, a alma do seu projeto fotográfico.

A idealização compreende outros elementos como pensar formatos, públicos, soluções, ou mesmo como tudo isso vai se conversar para chegar a uma real entrega ou produto. Sistematizar, planejar, ter roteiro, metas, objetivos e motivações, acaba soando mal ou com certa desconfiança. É preciso esclarecer que gerenciar e ter um roteiro ágil não é engessar o processo criativo, nem significa amarrar a ideia em algo maçante. De modo algum! Trata-se mais de ter subsídios para aprimorar a capacidade criativa e imaginativa. Idealizar e materializar funciona com um mapeamento. Não é como deve ser, mas sim como pode vir a ser. Ou como diz Jeff Sutherland, criador do Scrum: “Planejar é útil, seguir cegamente os planos é burrice”.

A moral da história é que há um longo caminho entre a concepção de uma ideia e sua entrega. O problema não é encontrar uma ideia ou proposta para desenvolver, mas sim executá-la e finalizá-la. Entretanto, isso pode ser diferente com ajustes de atitude, uso de estratégias e competências, assim como ferramentas e processos flexíveis. Vamos começar!

#CriativoIniciador

Como iniciar:

• Reforce o motivo pelo qual você quer ter (começar e finalizar) um projeto fotográfico;

• “Comece pelo fim” – não perca o foco do resultado – um bom planejamento tem mais a ver com a reflexão sobre os objetivos desejados.

Mapeie e revise o que você já produziu. Verifique se há algo no becapê fotográfico que pode ser ampliado e aprimorado;

• Tratamos de arte, mas não precisa ser desorganizado ou sem critérios – isto é uma falácia;

• Reflita sobre sua forma de trabalhar e comece a pensar sobre um método;

• Pensou? Então ajuste um Plano de Ação – comece a controlar o processo;

• Bem comum, mas vale reforçar: deixe o seu processo visual – desenhos, gráficos, ilustrações, esquemas, quadros, post-it etc;

• Comece a gestão. Pode ser Escopo, Listas, Gráfico de Gantt (tarefas e subtarefas), Kanban (fazer, revisão, feito), Mapas mentais, Diagrama de Ishikawa, Scrum, entre outros. Adapte-os conforme as suas necessidades e estilo de trabalho;

• Saiba de antemão que um projeto não se faz sozinho;

• Carregue um bloco de anotações e anote tudo (direta ou indiretamente) que pode ser usado na sua proposta;

• Tenha em mente obter um resultado (tudo a serviço dos objetivos);

• Alcançar resultados elimina a frustração. A frustração é um dos principais motivos de desistência das pessoas.


#SAIBA MAIS
Acostume-se com a ideia de criar e gerenciar

Um projeto, seja ele qual for, pode ser embasado no conceito de Ideação. A ideação é centrada num dos princípios do Design Thinking (Imersão, Análise e Síntese, Ideação e Prototipagem e teste). Ou seja, concentra-se em avaliar propostas, gerar ideias, identificar ou até mesmo resolver problemas – para um fluxo de prototipação e finalização. Tudo isso por meio de processo coletivo e criativo. Ou seja, envolve várias práticas e abordagens. Que tal saber mais sobre o que é o Design Thinking e já ir se acostumando com a ideia de pensar, criar e materializar.

Elaborar um plano de ação é um caminho para a execução. O plano de ação é uma ferramenta ou método eficaz para cumprir alguns objetivos. No artigo da Empresa Jr., da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), você pode conferir a definição, a função e como fazer o seu plano de ação baseado no modelo 5W2H. Clique aqui e leia o artigo.

#LIVRO

Design Thinking – uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Este livro introduz a ideia de Design Thinking, um processo colaborativo que usa a sensibilidade e a técnica criativa para suprir as necessidades das pessoas não só com o que é tecnicamente visível, mas como algo que vai além do criar objetos e produtos. O livro tem uma linguagem direta e descomplicada – para não designers.

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