Ver, sentir, fotografar | #Aspas

Ao longo de décadas de trabalho, desenvolvi uma abordagem imersiva que me permite disparar de forma intuitiva, desprendida do visor da câmara. Nesses momentos, não estou a tentar contar uma história, estou apenas a reagir ao que estou a sentir. – Ed Kashi – fotojornalista norte-americano.

O pensamento acima sintetiza uma verdadeira caminhada no que diz respeito à jornada de todo fotógrafo engajado com seu trabalho. É aspas de artigo exclusivo do jornal Público PT acerca do lançamento do fotolivro “Momentes of Abandonment: a Love Letter of Photography”, do fotojornalista Ed Kashi. Trata-se de uma explicação da relação que ele tem com a fotografia.

Buscamos histórias, reescrevemo-las, mas também há nossas impressões – e expressões. Nosso ponto de vista, visão de mundo, por assim dizer. Esse é o estágio da maturidade fotográfica. Diz respeito ao modo de ver e sentir.

Após tentar, experimentar e acumular, entende-se que a verdadeira sofisticação é a simplicidade ou mesmo a intuição. Tão bela e elegante. É o caminho, o Tao, o retorno à essência.

Em fotografia há esse momento. Esse de não querer mais explicar tudo, mas de apenas entender ou mesmo sentir. Reagimos ao mundo e as suas diversas peculiaridades e cunhamos essas experiências com a câmera e depois a sua materialidade. É uma espécie de metafísica da fotografia. De algo não somente do ofício, mas da arte e da busca ou encontro com o um sentido.

Espero persistir no caminho.

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