De affair com a vida | #Aspas

Eu me apaixono todo dia. Não por pessoas, mas por situações. – Amy Winhouse – cantora.

Não sabia como falar sobre isso sem parecer filósofo de balcão de boteco – últimamente estou – mas, enfim, azar o seu que lê o blogue. Comentar sobre sentimentos, manifestações, insights, revelações e epifanias, soa pedante até difícil não parecer texto de autoajuda. Entretanto, por sorte (ou destino…), encontrei uma frase que sintetiza a questão.

As experiências da vida são assim, entreleçamento entre realidade (objetivade) e transcendência (subjetividade) – pelo menos comigo. Uma dicotomia para ver o mundo e seus acontecimentos.

Se eu fosse qualificar diria que há as maiores – feitas por situações grandiosas, por pessoas de referência e tudo mais. Ocorre em um encontro, numa conversa, numa palestra, na leitura de um livro e assim por diante. Outras mais simples, do dia a dia, singelas como uma xícara de café, como um prato feito (PF), com lamber um sorvete e lembrar daquele dia no parque nalgum ponto da infância. Todas, as maiores e menores, têm sua natureza, função e impacto. Vai depender de como se aboserve. Algo meio que parecido com o que os japoneses chamam de Wabi sabi com a visão de mundo (abrangente) no seu sentido de transitoriedade e imperfeição – que nos leva também ao kintsugi (aceitar a imperfeição) e também de entende-lá.

Semana passada comprei uma simples caneta, porcariada de papelaria. Era a droga de uma simples caneta. Contudo, fui tomado por algo. Não comprei só a caneta, levei junto a aspiração de uma ideia, de rabiscar meus projetos e intenções. Bem nesse momento tudo veio à mente e pude ver melhor. Senti-me besta com meu subjetivismo – só faltou o balcão e a cerveja. Precisava comprar uma caneta nova para ter a ideia? Não, mas ela foi o fator propulsor. Depertou aquele meme (no sentido de Richard Dawkins) que resolveu disputar e chegar lá. Vai lá campeão!

Por fim, pensei sobre isso e descobri que todo dia tenho essas sensações, epifanias, paixões rápidas que, às vezes, se transformam em romance, em algo maior e mais quente. É uma forma de ver a vida – atualmente. É uma forma de ter affair com a vida.

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