Temporalidade | #Aspas

“O que a fotografia reproduz infinitamente ocorre apenas uma vez.” – Roland Barthes – Semiólogo francês.


Há algumas formas de ponderar sobre o tempo em e na fotografia. Algumas complexas, dêiticas, em relação à compreensão da realidade e suas representações. Do operator (fotógrafo), do espectador – que segundo os estudiosos da imagem, não é o mesmo – no caso Barthes (A Câmara Clara), por exmeplo. Por mais estranho ou exôtico que pareça, em fotografia, há conceitos de temporalidade.

Fora o aspecto academicista, gosto de pensar o tempo da fotografia como algo único, rarefeito numa coisa mais banal – a imagem, a foto. O tempo cronológico se esvai e nos resta o tempo cristalizado (Gilles Deleuze, apud André Rouillé) na memória, repleto de incopletudes – passíveis de discursos, narrativas. Das fotografias emanam rastros (também no sentido de signo – um índice ou mesmo um ícone ) tempo. “Máquinas fotográficas são como aspiradores de movimentos, sugadores de tempo”, escreve Mauricio Lissovsky, no artigo 10 Preposições acerca do futuro da Fotografia – e dos fotógrafos do futuro.

Sugestão de leitura sobre essa coisa bem estranha que é a representação e o tempo na fotografia.

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