Alternativas da fotografia – e outros detalhes que te conto – parte 3 | #Insights

Terceira e última parte do nosso tête-à-têtê sobre algumas promissoras possibilidades ou oportunidades dentro do universo da fotografia enquanto um negócio, renda extra e afins.

Anteriormente comentei sobre nichos de atuação como trabalhar com produção de vídeos, fazer retrato e ensaios pessoais ou editoriais, tentar o ramo da decoração com fotos fine, a foodphotography ou mesmo produzir material online para portais ou marcas. Abaixo mais abaixo mais cinco segmentos – seguidos de comentários extras.

O importante dessa prosa aqui é o contexto do exercício crítico e a forma de levantar questionamentos ou pensar soluções dentro dessas mesmas áreas de atuação na Fotografia. Ainda não é o fim! Então, vamos lá:

7 – Produzir automatização

Produzir automatização você pode correlacionar com a criação de filtros. Há uma porção de fotógrafos que pegaram o que produziram durante suas carreiras e agora disponibilizam como pacotes (nesse caso de filtros e edição de fotos). Vender presets, caso você tenha alguns bons, pode ser uma maneira de ter um produto adicional.

8 – Fotografia de Família.

Clássicos nunca saem de moda. Especialmente fotos de newborn e crianças. Trabalhei com ensaios kids alguns anos atrás e o resultado era bom. Atualmente a demanda, com o advento dos smartphones e as câmeras mais acessíveis, a demanda não é a mesma, obviamente. Entretanto, é um segmento tradicional e pode ser acrescido com especialização, apelo e soluções criativas.

9 – Pets

Quase mais comum que os filhos, são os bichinhos de estimação. Nossos filhos bichos, como costumam dizer por aí. O segmento é de uma movimentação considerável. Tempos atrás fiz uma pesquisa para um artigo e descobri que o valor bruto de negócios do meio engaja até mesmo o nosso PIB. Enfim, outra área para especializar e linkar com os ensaios, retratos e englobar o trabalho “família”.

Cheguei a cogitar e até mesmo fazer algo nesse contexto. Num primeiro estágio tudo que aparece é meio que “parceria”. Não consegui atingir uma divulgação para atingir público que estava realmente dispostos a levar o bicho num estúdio e pagar para eu retratá-los. Contudo, há muitos casos de sucesso e de fotógrafos que mandam muito bem nesse segmento.

9 – Lives

Já pensou em produzir material para quem precisa aparecer. Também entra na problemática do “faça você mesmo” – especialmente porque as pessoas possuem celulares com qualidade, câmeras e compram iluminação e tudo mais. Porém, a venda do serviço pode funcionar no sistema de quem precisa da assessoria ou não tem a estruturas.

Pode ser que haja demanda! Dias atrás ofereci isso para uma banda. Pensei em montar uma estrutura para oferecer o estúdio de gravação com chroma Key, cenário e tudo mais, opção de gravação de podcast, a consultoria e tudo mais.

10 – Produto impresso.

Ainda acredito! Há um movimento, modesto e muito específico de quem aposta no impresso, mas surgiu com a carência do que já estávamos acostumados. Surgiu por aí diversos zines, microeditoras, impressão de fine-art, entre outras propostas de materiais diversos como livros, roupas, suveniers.

Como eu disse, ainda acredito. Justamente nesse sentido estou buscando delinear meus projetos com a proposta para a materialização (conceito que uso). Minha última série fotográfica foi a Rua/Noite/Cor/CWB que acabou virando um photobook. Bem, justamente por isso eu acho que você deveria comprar um para dar um força aí!!! Clique no link e adquira.

É mais ou menos isso gente! Há mercados, possibilidades e espaço para todos. Além do mais, há o público-alvo e, também, o público em potencial. Criar desejo, necessidades e tudo aquele negócio que um monte de gente comenta por aí. Obviamente não está fácil – e nem seria – mesmo fora de qualquer situação como a de crise que passamos atualmente. Por mais calejado que eu esteja, como eu mencionei, quem sou eu para lhe dizer que seus sonhos e intenções não darão certo. Você deve acreditar e fazer o seu melhor. Pois, se não der, pelo menos você fez o seu possível – afinal, sucesso, por mais que se apregoe no senso comum, não depende exclusivamente de você. Escolha sua profissão de forma empolgante – mas tenha sempre um plano B. [Aprendi isso tarde na vida].

Além disso, soluções podem surgir, sistemas podem evoluir e cada um, diante de suas aptidões, habilidades, pode oferecer soluções que podem ser tão triviais – mas funcionais – e assim obter melhorias e ganhar com isso.

Há tempos dizem que a fotografia iria desaparecer com a popularização das compactas, que o fotojornalismo estava com os dias contados com o smartphone e o “jornalismo cidadão”, que o rádio acabaria por causa da TV, que a televisão deixaria de existir diante do advento internet. Sim, houve segmentos por aí que sumiram – videocassete, por exemplo – na real, na verdade, eles foram reinventados, reformulados, superados no sentido da evolução e das novas perspectivas, pois não deixamos de locar filmes (streaming), o jornal não acabou, a TV está se reiventando e tudo mais.

A moral da história aqui não é dizer que tudo está ruim e que não pode dar certo, mas, sim, que há desafios e dificuldades, mas ainda somos resilientes, criativos e com um pouco de sorte, de repete, conseguimos algumas coisa. Faça até dar certo.

Grande abraço e sucesso. Eu não desejaria outra coisa.

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