Sem investimentos não há educação de qualidade | #DoArquivo

Para que haja evolução na educação é necessário não somente a universalização e o acesso de crianças e adolescentes na escola (coisas já previstas e até um tanto comum segundo os principais documentos, leis, decretos e tudo mais), mas, a busca e o aprimoramento por um ensino de qualidade. E mesmo que seja senso comum lembrar isso, nunca é tarde salientar que essa questão está totalmente ligada aos investimentos, aos recursos que são destinados. Sem investimentos não haverá educação, escolas estruturadas ou até mesmo docentes com qualificação para dar conta de um projeto educacional duradouro para o Brasil.

Tal questão de recursos passa por pontos pertinentes no que diz respeito às políticas públicas e gestão democrática – engloba várias instâncias no debate, problematização e busca por soluções.

Pois, quantidade sem qualidade não significa muita coisa e não supera os problemas do deficit histórico, relações de problema da permanência, entendimento da importância de conhecimentos e sua relação com o pensamento cientifício ou até mesmo a inserção no mercado de trabalho.

Também é lícito dizer que não vale culpabilizar e o papel e importância dos agentes envolvidos no processo, tal como gestores, diretores, educadores e professores, possibilitando qualificação desses docentes para as novas realidades e desafios contemporâneos – que são muitos, diversos, multiplos diante de uma realidade de informacional em constante mutação. Somente assim eles poderão repensar práticas, adequar e cumprir a legislação específica, implementar metodologias e atentar para um projeto comum que é a evolução da educação e de nossos futuros cidadãos.

Logo, sem investimentos, sem recursos, sem o dinheiro, sem um plano e gestão, não vai ter educação consistente para superar os deficits; sequer um plano duradouro que consiga se efetivar. Mas, como aqui é Brasil, ainda é necessário pensar na correta e lícita aplicação desse dinheiro – que pode se considerar abaixo – mas existe.

Agora pega essa…

Como falamos dos flamigerados recursos. Do tal dinheiro público, vale uma reflexão com um atual relatório da organização Transparência Brasil no qual diz que mais de 2 mil obras em crechês e escolas públicas estão paralisadas ou foram canceladas. No resumo geral, houve investimentos do governo federal (2007-2020) – por meio de suas políticas públicas – mas, uma boa porcentagem foi cancelada ou estagnada. E havendo a determinação da devolução do dinheiro, muitas vezes isso não acontece – no respectivo levantamento constava 45% de inadimplência.

E, é justamente nesse contexto que o dinheiro, o investimentos e o sonho de uma melhora de estrutura vai sendo pulverizado.

Lembro disso tudo, todas as vezes que vou visitar uma escola pública e me deparo com a realidade, com a estrutura, com a lógica vigente que vai sendo construída (ou reafirmada). Ou mesmo quando se correlaciona a questão dos recursos das rede privada – que nutre outra realidade estrutural e conceitual. Tal como essa que visitei em 2013, em que não tinha nem porta no banheiro.

Para quem sonha em ver uma escola formadora, que dê resultados, que forme cidadãos, cumpra metas e gere frutos em relação às linhas de saberes, chega ser desmotivacional. Entretanto, é preciso sempre reforçar acerca desses problemas – mesmo os físicos mais comuns -, cobrar políticas (e não somente fiscalização por parte do estado), mas também soluções.

Contextualizando com os dias de hoje, especialmente pós-pandemia, os recursos, os investimentos (Fundeb e tudo mais) serão essências na retomada desse atraso no ensino de crianças e adolescentes. Uma projeção do Banco Mundial já prevê um aumento considerável de alunos do ensino fundamental que não conseguirão ler ou compreender textos simples.

Pois, como diz outro clichê – e eu já usei vários aqui – os jovens são nosso futuro. E até que se diga o contrário, vão ser formados por um professor, numa escola.

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