O conhecido problema da moradia | #DoArquivo

O problema da moradia eventualmente emerge nos debates e tentativas de pensar algo para sanar o defícit habitacional. Em 2013 fui acompanhar um protesto que ocorria por oito dias num conjunto habitacinal da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), em Curitiba. Mulheres, crianças dormiam na rua em protesto e reinvidicavam moradia.

As casas, segundo a Cohab, já estava destinadas para outras família que moravam em áreas de risco. As famílias pretendiam ficar no local até que a companhia garantisse novas moradias. Algumas casa foram invadidas e a Guarda Municipal foi acionada para a retirada dos manifestantes.

A Cohab, parte ouvida na reportagem, disse para as pessoas buscarem a companhia para fazer o cadastro ou memso atualizar. Uma das manifestantes ouvida para a reportagem disse ter cadastro há dez anos e nem sinal de ser contemplada.

Só para constar

A questão da casa própria é cheia de nuances que podem ir desde o direito até as propostas de políticas públicas. Programas sociais podem ser alternativas. O Minha Casa Minha Vida foi uma ação em direção a dar chance para esse sonho e sanar o problema habitacional, especialmente no público de baixa renda, mas não conceguiu sanar o defícit que vem de acumulativos de décadas. No outro espectro, também é necessário linhas de crédito acessíveis ou mesmo fundos destinados a resolver esse problema social.

É um problema brasileiro que não pode ser esquecido ou deixado de lado, por que ele não vem só e pode acarretar muitos outros. Faz-se necessário alguém que pense soluções para o problema. Sem acesso ou condições, a ocupação de terrenos periféricos é o que resta.

Comprar uma casa no Brasil é coisa meio que surreal – você vai pagar a vida toda – contabilizando juros e tudo mais. Isso para quem tem condições, acesso e uma possíel linha de crédito.

A coisa é tão complexa que a gente sabe que não basta somente construir mais casas e mais casas. Isso, na real, é a parte fácil, e se quisessem poderiam fazer. O problema é garantir que isso funcione com infraestrutrua e possibilite dignidade, acesso, formas de desenvolvido e sustentação. Caso contrário, surge outros problemas sociais.

História minha

Eu já morei num conjunto habitacional desse tipo – na epóca, o maior cojunto habitacional (CDHU) da América Latiana – mais de 2.500 casas, englobando a divisão em 3 bairros. Pensa no lugar, sem asfalto, sem escola, sem posto de sáude. Extremamente afastado da cidade – o conceito de periférico levado a sério.

Visitei o lugar alguns anos atrás e fiquei muito feliz, pois o lugar estava muito bonito. A região prosperou, as casas foram ampliadas, reformadas com o toque pessoal da família e assim por diante. Deu tudo certo.

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