Alternativas na fotografia comercial – e outros detalhes | #Xis

A fotografia comercial tem alguns nichos para investir e ser uma opção de enfrentamento da crise econômica no setor. Abaixo listo algumas possibilidades,s eguidas de comentário com um pouco de senso comum*, mas também com certo senso crítico adquirido nesses anos.

São sugestões para tentar compensar o momento ou mesmo diversificar as opções de trabalho e atuação. Tirando um pouco essa coisa mirabolante de que apenas começar é válido para dar certo, vale lembrar que a fotografia no sentido geral sempre foi uma área em intensa mudança. Logo, no seu sentido comercial, de empreendimento, segue a linha do mercado, ou seja, está totalmente escrava do movimento da demanda e da oferta.

Mas, como em toda área, vale o pensamento crítico para encontrar soluções. Estudo e investimento são itens necessários em qualquer segmento, principalmente na atualiade em que tudo convergiu com facilidades e modos de fazer. Justamente nisso encaixo algumas observações, pois é pensando o status atual que se encontra soluções, novos nichos, novos negócios – ou desistir. Sim, desistir também é bom**.

1) Retratos

Retratos podem ser encomendados para revistas, matérias de perfil e afins. Também há quem faça por caprichos como atualizar sites, perfis de redes sociais. Tirando o primeiro item no qual você está por missão, pautado, vale convencer as pessoas que elas não precisam só fazer selfies ou mesmo tirar as fotos de seus filhos com o smartphone.

É uma área da fotografia bem prazerosa. Pode ser feita em estúdio – domínio de luz, equipamentos, e tudo mais. Vai demandar investimento em equipamentos e props. No geral, as pessoas não tem muito o hábito de posar para um retratista. O que pode ocorrer é você arriscar oferecer o serviço para profissionais que cuidam do perfil no LinkdIn ou sites corporativos, empresas que fotografam diretores, gestores e funcionários.

2) Fotos para decoração

Mercado legal com um bom valor agregado. Tenho dois colegas aqui em Curitiba que estão indo bem nesse setor, vendendo fotos para decoração – a maioria feitas com drone, num plano diferente que as pessoas não tem. Então já vai a dica extra: invista no drone também. Ou em lugares totalmente diferentes e não tão acessíveis. Pois, aquela foto igual a que todo mundo faz – inclusive, com um celular – não vai chamar tanta atenção.

Além disso vale investir também em uma cultura de relacionamento (networking) com designer, arquitetos e outros especialistas ligados ao setor de decoração. Podem oferecer seus trabalhos e até mesmo ajustar demandas específicas.

Outra coisa que percebi é que as pessoas geralmente não compram a foto pela estética em si, mas com grande apelo a quem fez. Tipo aquela coisa, o cara compra a obra não porque ele gosta do quadro, mas porque o quadro é de fulano.

Não custa tentar!

3) Fotos de produtos e food.

Aqui uma das áreas mais promissoras. Todo mundo atualmente precisa de fotos para vender seus produtos na internet. Entretanto, uma das mais contraditórias. Todo mundo acredita que pode – e faz – com um bom smartphone, alguns conhecimentos de enquadramento, luz básica e um app de edição. Se você não sabe existe até aplicativo específico para edição de fotos de comida.

Eu trabalho com fotos de gastronômia para pequenos restaurantes, lanchonetes e bistrôs. Minha alternativa foi oferecer pacotes para aquele pequeno empresário que precisa de fotos, precisa de cardápio online, físico e redes sociais.

Onde está o xis da questão aqui? Lembra ali da tal lógica de mercado? Tento oferecer algo que fica entre a limitação do que ele pode fazer, o que sabe e com o que tem disponível – recursos, tempo, etc. Às vezes, funciona. Ora me chamam apenas por não terem tempo para fazer as fotos. O que também descobri que é uma brecha no cerne dessa área.

Certa vez fiz um trabalho que o cara me contratou apenas porque não tinha tempo de fotografar os 1.200 itens que ele tinha na loja. Disse que faria de celular, mas não teria tempo. Colocou-me em contato com o pessoal que ia subir as imagens para o site e bora lá aquele serviço maçante e repetivo.

No still, caso o sujeito recorra a você, ofereça um diferencial, vantagens, consultoria. Tenho um colega que é fotógrafo. Ele abriu uma loja online (Plano B), faz as fotos dos produtos com o celular.

Outra opção é oferecer a consultoria. Certa vez recebi um pedido de orçamento. O cara não queria levar os produtos no estúdio e pediu para eu fazer no local, que ele já tinha alguns equipamentos. Essa é uma das legais!! Eu disse que não fazia – por questões técnicas. Como eu já conheço a retórica, eu já sabia que ele queria que eu fizesse lá para ele ver como fazia – para depois tentar reproduzir. Conversa vai, joguei franco com ele e disse que eu vendia 3 aulas práticas.

E, ainda, Então, se você tem as habilidades de consultoria pode oferecer uma adicional acerca do still, incrementando com a produção, storytelling dos produtos, efeito 3D, vídeo. Eu fazia isso com as fotos de comida (cliente do pequeno restaurante não pode pagar um foodstyling). Mas, depois arrumei para cabeça pois, fazia dois serviços por preço de um.

No próximo post conversamos de outros nichos que são possibildades e desafios (ou risco) para começar.

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This post talks about options in commercial photography. With some comments on the challenges and problems. Something based on the dilemmas I encountered

  • Senso comum usado aqui para se referir àquele conhecimento adquirido no cerne das interações sociais, de conhecimento de mundo e nas experiências acumuladas. Necessariamente não quer dizer que é negativo ou simplório, pois as regras não ditas, os conhecimentos (não testados) carregam suas pertinências.
  • Desistir, fracassar, são termos que olhamos com olhos tortos, mas não quer dizer que são ruins. Aprendemos a vê-los de forma preconceituosa; porém, no fundo eles são muitos bons, pois nos impede de seguir adiante em um processo que não vai dar em nada.

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