O tempo na fotografia | #aspas

Tenho me interessado, ultimamente, pela passagem do tempo dentro de uma fotografia – Richard Avedon

Consta a lenda, segundo o ensaísta Geoff Dyer, que Richard Avedon rejeitou a lisonjeira comparação de seu trabalho com o de Edward Hopper. Avedon renegava que havia certa influência do pintor. Os trabalhos tinham lá suas semelhanças. Ambos evocavam a nostalgia do passado.

O tempo, em fotografia, é um assunto de ruídos filosóficos. Mauricio Lissovski, no artigo “10 Preposições acerca do futuro da fotografia – e dos fotógrafos do futuro”, divaga sobre o assunto. A temporalidade fotográfica é um resgate do passado, mas sem deixar de revelar um tempo aprisionado. Ou será que todo tempo na fotografia é tempo passado? Na fotografia, em sua indicialidade, há um “foi”. Enquanto ícone, reforço o papel da memória. É o estado de “fora”. E, em cada momento, na espera singular, ela “poderia ter sido”. Mas, quando ela se apresenta (no álbum, na impressão, no monitor, nas paredes dos museus, ela “é”.

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