Toque as pessoas – e a si | #aspas

“Fotografe o que te toca, seja honesto e crítico consigo mesmo” – Emil Gataullin.

A frase acima, do fotógrafo Emil Gataullin, acabou correspondendo com algo da minha leitura ainda hoje. Bem, não conheço o trabalho e obra do Emil; mas para falar a verdade tempos atrás li sobre uma série que ele estava produzindo no interior da Rússia, se inserindo e registrando o cotidiano das pessoas. Logo, o pensamento acima caiu bem.

Tirar fotos tornou-se algo comum. Desde a comida que desfrutamos ao ego self no banheiro. A realidade (ou pelo menos o que queremos mostrar dela) está sendo mediado por meio de fotos. Smartphones são itens quase inseparáveis da nossas rotinas.

Pois bem, para nós fotógrafos, aqueles preocupados não somente com o pictures (acho que andei refletindo sobre isso nos textos Muitas Imagens… e em A Busca pela curtida ) ou mesmo a estética (fotos bonitas) e sim com a mensagem ou narrativas, emoção e conecção são elementos a serem buscados e transmitidos. Às vezes, temos sorte e somos bem-sucedidos.

A fotografia, por vezes, toca as pessoas (com sorte), tem certa pungência, mas também é importante lembrar que deve nos tocar também. Especialmente no quesito criação, expressão. Logo, fotografar (bem) tem muito a ver com ser honesto. Não se atinge isso de um dia para o outro. É um caminho, uma descoberta. Está mais ligada à expressão, seu toque, seu estilo, sua linguagem.

Ainda estou na busca e no caminho.

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