O poder do preto e branco | #aspas

Em um mundo colorido, o preto e branco são as mais objetivas cores da realidade – Eva Heller e Maria Lucia Lopes da Silva, no livro A Psicologia da Cores

O recorte acima é uma “aspas” do livro A Psicologia das Cores. Até comentei sobre eles dias atrás e sugeri como leitura. Segundo comentário das autoras, “uma fotografia em preto e branco parece ter maior valor documental do que uma foto em cores”.

Interessante porque, por convenção ou tradição, o preto e branco corrobora a produção da fotografia documental. Rapidamente: no aspecto da tradição, a questão remonta realmente ao uso do negativo, visto que remonta ao nascimento e desenvolvimento da fotografia contemporânea e sua expressividade com elegância, tradição, certo tom artístico. No quesito técnica e linguagem, o preto e branco tem a possíbilidade de neutralizar toda a distração (cores por exmplo), realça os elementos principais (nun retrato por exemplo) por meio do contraste, corroborando com a questão da expressividade.

Cosiderando que as cores tem o poder de trabalhar as emoções e toda a psicologia humana, no caso do preto e branco – escala de cinza – o trabalho emotivo não é aleatório. Também tem suas peculiaridades, mistério, sentimento, evidenciando algo mais denso ou sério.

Numa aula sobre projeto fotográfico levantei a questão acerca da escolha do estilo e linguagem. Citei alguns fotógrafos com preferência pelo uso do p&b – inclusive no fotojornalismo e fotodocumentarismo – Sebastião Salgado, James Nachtwey, por exemplo. (Aliás, por esses dias vi um a publicação do James Nachtwey em cores. E só o trabalho dele dá assunto para manga. Vide o artigo sobre o preto e branco do fotógrafo e a relação do preto e branco atual com alto dose de retoque fixando quase algo surreal) Como a indústria – revistas principalmente – na história moderna da fotografia – começaram a mudar o contexto do uso do preto e branco – e também da sua questão ligada à realidade objetiva. E também o inverso, como no caso da relatividade da cor estar totalmente ligada à realidade objetiva (fotojornalismo, por exemplo).

E lancei a treta: segundo um colega, basta virar a foto para preto e branco e o sujeito já considerar que fez uma boa foto. O que acham?

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