ASPAS | A realidade inventada – liberte-se e promava a revolução pessoal

” […] Ele pode sair quando quiser. Se tivesse mais que uma mera ambição. Se estivesse realmente determinado a descobrir a verdade, não haveria maneira de detê-lo.” – personagem Cristof, em O Show de Truman – o show da vida

O contexto da frase acima é do filme The Truman Show, no qual o personagem Truman Burbank viveu sua vida inteira, mesmo antes de seu nascimento, na frente das câmeras, em uma cidade fictícia (SeaHaven) e toda formada por atores que fazem parte do show televisivo que transmite sua vida.

Cristof (Ed Haris) é entrevistado em um programa televisio e responde à pergunta feita por Sylvia (Lauren Meryl) se ele não se sente culpado por tudo aquilo que faz com Truman mantendo-o aprisionado naquela ficção. Cristof responde em tom filosófico e, de certa forma, resume todo o contexto do filme e da narrativa vivida por Truman. E faz outra pergunta retórica para Sylvia: No fim, Truman prefere sua cela.

A questão apresentada na comédia dramática protagonizada por Jim Carrey e dirigida por Peter Weir foi teorizada em várias correntes. Desde a questão da história do Cristianismo, realidade simulada, questões filosófica como existencialismo, entre outras elucubrações.

Acredito que o filme e o tema em si pode render vários tipos de interpretações, desde sociais, de poder, religiosa, ou mesmo comportamental e psicológica. Entretanto, o que interessa aqui é que ele trata sobre como aceitamos a realidade – especialmente a do status quo em nossa vida. Como ela se apresenta ou é imposta. Afinal, a gente vê o mundo e a realidade objetiva de acordo como ela nos é apresentada e formada socialmente em todas as camadas seja por valores, por dogmas, por convenções e estatutos.

O mundo é feito de acordos, de convenções e muitas coisas que achávamos certo, hoje não é mais certo. Valores não são imutáveis, dogmas não são necessariamente verdade e a socidade em si, não é harmônica, muito menos perfeita. E hoje, diante da hiperrealidade, até o conceito de verdade pode questionado. No que tange nossa a vida (de cada um), há coisas que aceitamos ou mesmo toleramos, mas não quer dizer que não podem ser mudadas, refutadas, melhoradas. Especialmente no nosso estado. A nossa vida.

Recebemos diversos sinais durante o percurso da vida. Há uma chama ardente instigando, incitando uma mudança de estado e um revolução pessoal. Mas, a batalha contra a aceitação e conformismo é dura. Algumas pessoas realmente conseguem ir muito além de toda a falsa realidade é apresentada e tornam-se inspiração. Mas, há outras que sucumbem ao poder, ao que o sistema ou a mera realidade apresenta, e aos poucos vão sendo vencidas, aceitando tudo ou qualquer coisa imposta.

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