(Ufa!) Tchau 2020. O que aprendi neste ano do car***. E vai que serve para você também

Sabemos (não vale hipócrisia) que esse 2020 foi um ano de bosta. Não sobrou muito para meter o batido “gratidão”. Os mais otimistas vão ter de ser esforçar. Perdemos pessoas, empregos, renda, ficamos doentes – se não foi Covid, foi outra coisa com o estresse e todo o peso. Então não venha com esse negócio de sou grato. O alívio é que chegou ao fim. 2021 aponta por aí, e com um pouco de sorte – pois, inteligência ainda meio em falta para os governantes – a gente se recupera. Afinal, brasileiro já está acostumado desde o Descobrimento a tomar na cabeça e se recuperar.

Entretanto, para os ‘sobreviventes‘, de certa forma vale dizer que aprendemos. Bem, é o sumo que podemos tirar de proveito desse 2020. Então, há algo que gostaria de compartilhar. Vejamos:

#1 – Chegamos ao fim do ano e você entendeu que a economia não decolou. Aliás, nem o Brasil. E que não vai cair em conversa fiada de político na próxima briga de parquinho eleitoral.

# 2 – Percebeu que a humanidade evoluí muito lentamente. Pode até cair um meteoro. Via ter gente desdenhando, que o meteoro é de esquerda, que é um plano da extrema-direita. Que meteoro não mata. É só um meteorinho.

# 3 – Outra coisa importante (e espero que você tenha notado), é que a economia ou mercado financeiro não está nem aí. Pode até cair o tal meteoro, as coisas irão ficar mais caras. A tal mão invísivel do mercado puxa mais para ela do que para você. Você que pague.

#4 – Então você percebe, verdadeiramente, que está por conta. Que a galera no geral evoluí lentamente e, às vezes, esforça-se para retroceder consideravelmente. Basta ver as manifestações de racismo, agressão, feminícidio e toda a desgraceira que não se resolve.

Anedotas sarcásticas à parte, digo essas coisas porque espero, verdadeiramente, que você acredite mais em você. Lute mais por você no individual e propague isso no coletivo. Torne-se inventivo (a), criativo (a), empoderado (a), empreendedora (or) e assim por diante.

Li muito durante esse período. Livros e assuntos diversos. Confesso que percebi muitas coisas em mim que precisam de um upgrade, de urgência, de alternativas. E um livro que conversou bastante comigo foi “Originais – Como os incorfomista mudam o mundo”, de Adam Grant. Principalmente porque há muitas reflexões ali que coincidem substancialmente com algumas coisas que acredito e já fazia. Tal como a rebeldia moderada, tomar caminhos diversos de pensar e para diversificar, insistir em ideias e projetos não-digitais, produzir constantemente e materializar, entre outras.

Como nossa área envolve muita coisa legal e a cultura da orignalidade e criatividade, tomo a liberdade de citar algum apontamento do livro para lhe desejar esses bom desejo do melhor para o próximo ano.

#1 – De forma alguma se acostume com o que você tem ou com o que foi lhe dado como destino. Como diz Grant, questione o convencional, não ache o que o mundo (status quo) está certo.

#2 – Uma coisa que venho adotando e até já comentei por aqui. Faça, produza intensamente. Só temos essa chance. Na boa hipótese algumas das suas ideias vai render. Se fotografa, fotografe mais; Se escreve poesia, mostre-as; Se pinta, exponha. Escreva um livro, uma carta para alguém, publique algo. Se sabe um idioma, ensine alguém diferente – vocês dois irão aprender. Ajude a galera evoluír, prosperar. Tome isso como projeto, como comprtamento.

#3 – Para sermos criativos precisamos ser audaciosos, especialmente no sentido da inovação, de experimentar algo diferente. Ampliar o repertório e os tipos de abordagens. Também vale ressaltar que é preciso ter um tempo, saber maturar – mas não perca o timing.

#4 – Uma outra coisa importantíssima. Esteja aberto à crítica. Não há crítica positivo ou negativa. Há crítica. O valo que você vai dar a ela depende de você. Seja aberto à crítica. Fique aberto à feedbacks. Não seja milindroso e não haja como se tudo você pessoal (com você, com seu eu) com a questão da crítica. Foque no projeto, mantenha o foco no que é importante resolver. E a visão de quem é mais crítico pode vir a ser a mais importante.

#5 – Fotografe e fotografe. A fotografia delinea memórias – boas e ruins. Faz parte. Fotografe coisas boas, contes histórias complexas, particulares, inventivas, poderosas. Fotografe pessoas, a cidade, a natureza, o abstrato. Fotografe a vida. A sua.

Por fim, nesse último blogpost do ano, pensei em postar fotos, fazer uma retrospectiva coisa e tal, mas achei melhor lhe dizer o que penso. E neste caso, penso que podemos (ainda temos a chance) de fazer um 2021 totalmente diferente. Simplesmente ser o melhor ano da sua vida. Pois 2020, quase foi o último. E se você leu até aqui, sabe disso. Como é uma frase atribuiída a Steve Jobs: “Seu tempo é limitado. Não o disperdice vivendo a vida de outra pessoa.”

Nesse sentido, confesso que estou super motivado, pois quero tirar esse atraso. Fotógrafos, artistas, criativos e toda um gama da galera que depende de arte para viver (ainda mais aqui no Brasil) é resiliente. Muitas vezes pensei em desistir, parar, largar mão. Sabe como é, as coisas ficaram um tanto que mais complicadas, mas a gente é criativo, guerreiro e vamos superar.

Estou vivo – e quero permanecer assim por um bom tempo – criando, errando, sendo críticado, acertando algumas e, por vezes, incentivando. A esperança é o que nos move.

Cuidem-se e não inoculem coisas ruins como mesquinharia, ódio, arrogância, intolerância. Como é de praxe: Muita paz, saúde, prosperidade e algo de muito sublime. São meus votos.

Fiquem bem e até o próximo post!

Feliz Ano Novo
Happy New Year

新年快乐

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