Fotógrafo referência – Corentin Fohlen

Corentin Fohlen nasceu em 1981 e atua como freelancer desde 2004. Logo de cara tenho afinidade por ele e por seu trabalho. Aparenta ser um cara irreverente e deveras original. Em sua biografia, ele diz que arriscou ser cartunista. Tal como eu, o plano não seguiu e se tornou fotógrafo. O santo bateu, como dizemos.

Esse fotorrepórter francês cobriu eleições (aliás, cheguei até ele por meio de uma pesquisa sobre fotógrafos cobrindo eleições no tempo em que editava o projeto Voto em Imagens), conflitos no Afeganistão, Ucrânia, reportagens na Líbia, África e todo um escopo forte do fotojornalismo internacional. Destaque para o projeto de longo-prazo feito no Haiti, com uma abordagem mais complexa e longe dos clichês acerca do país. De lá para cá trabalha para a imprensa francesa e internacional como New York Times, Paris Match, Polka Magazine, Le Monde, Médicos Sem Fronteiras, ACNUR, Die Zeit, Afrique Magazine, e assim segue a lista…

Corentin Fohlen é o vencedor de vários prêmios fotográficos, incluindo dois World Press Photo (2011/2016), Visa d´OR of Young Reporter, Sony World Photography Awards. Além de ter exibições a França, Rússia, Haiti, Canadá, Bélgica, Inglaterra. Também anote aí que ele publicou 7 livros.

Posso listar dois motivos porque gosto e acompanho o trabalho do Fohlen. Fora o fato de ele ter um olhar diferenciado para os mais diversos assuntos e complexidades, gosto particularmente como ele lida com o retrato. E mesmo nos trabalhos tidos como mais “comerciais” [assignments], ele se destaca em linguagem e estilo. Caso você acesse o portfólio dele, veja como ele cria a sensação de movimento em seus portraits. Um leve ‘mise-en-scène’ que traz uma autenticidade e presence aos retratados. Segundo Fohlen, diz que o retrato está entre as práticas mais difíceis da fotografia. … Bem, concordo com ele.

E, por fim, há um outro aspecto valioso no que diz respeito a esse fotógrafo: a capacidade de navegar em vários formatos (projetos de trabalhos), séries mais pessoais e artísticas, e fazer com que eles [esses trabalhos] se tornem algo. Exemplo: Fohlen registrou o primeiro ano de seu filho, com retratos muito legais e de uma criatividade e uma dose de humor típica francesa. O que virou um livro chamado “Lardon 1ER”. Recentemente (setembro de 2020) ele publicou outro livro. Investida fotográfica com o protagonismo de seu tio. A publicação, intitulada “Mon Oncle”, é uma homenagem. “Além de contar o amor e a admiração que tenho por este homem extraordinário – “o original da família” -, trata-se de contar as aventuras de um verdadeiro demiurgo fascinante. Porque sempre vi esse padrinho – que me apavorava quando eu era jovem com sua estatura e sua boca grande e rude – um ser fantástico. Inspirador. Livre. O oposto das convenções”, destacou o fotógrafo.

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