Do Arquivo | Eleições Gerais Paraguai 2013 – Indeleble

Sob o olhar da América do Sul, o Paraguai realizou em 2013 a Eleição Geral para a escolha do seu presidente – o quinto desde o fim da ditadura. O primeiro pleito presidencial após o impeachment do presidente Fernando Lugo. O país estava suspenso do Mercosul (Mercado Comum do Sul) e Unasul (União das Nações Sul-Americanas), logo, a transparência do processo eleitoral era primordial e decisivo para que Brasil, Argentina e Uruguai reavaliassem a penalidade imposta ao país.

Observada de perto por vários órgãos, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a eleição transcorreu sem maiores problemas e foi dada como legítima e democrática. E, de acordo com dados do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, 3,5 milhões de paraguaios estavam habilitados a exercer o voto, que segundo o código eleitoral é obrigatório para paraguaios de 18 a 75 anos. Desse número, 68.57% efetivaram a participação na votação manual por meio de cédulas de papel.

Horacio Cartes, do Partido Colorado, tido como um dos homens mais ricos do Paraguai, dono de empresas de cigarro, bebida, roupas, carnes, entre outros empreendimentos como dirigente de futebol do Club Libertad, foi eleito com uma diferença de 10 pontos percentuais sobre seu concorrente Efraín Alegre, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA).

Indeleble

Nessa epóca editava o projeto Voto em Imagens em parceria com o amigo Marcos Xreda. Sendo assim, rumamos para o Paraguai para registrar essa eleição. O trabalho acabou configurando o ensaio Indeleble.

No jornal ABC Color, em Assunção, foi montada uma base para receber os jornalistas – do interior e internaicionais. Aliás, que recepção. Como fomos bem recebidos e o tratamento era excepcional. Só não ofereceram os carros do jornal, pois estavam empenhados com os jornalistas. Disponibilizaram uso de telefone fixo, rede de internet específica, até o almoço.

Outra questão que me chamou atenção foi a organização do Tribunal Superior Eleitoral. Recebemos um presskit que continha toda a informação do processo eleitoral – desde contexto histórico à sua execução, normas e atuação dos jornalistas. Só para ter ideia, guardei o presskit como recordação. Principalmente porque no local destinado para acompanhar a apuração só era permitida aos jornalistas – diferente do que ocorre aqui nos principais tribunais. Então não havia bagunça, apoiadore, cabos eleitorais e tudo mais. De uma organização exemplar.

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