Xis – A irônia do sistema normatizante

Soa até um pouco irônico essa coisa de exigir seres dotados de um senso criativo magnífico. Cobra-se como se fosse algo imperativo da natureza. Ser criativo e/ou alguém que solucione é a algo mais exigido que a técnica.

Na verdade, esse estado criativo até é de nossa natureza.. A evolução empenhou-se bem nesse tipo de ajuste e atitude para sobreviver e evoluír. Nossos ancestrais que o digam. Entretanto, ao longo dos anos, desde a mais tenra infância, aqueles que pensam além da norma são podados. Sacrificados no altar da conduta normal.

Os que se propõem a pensar diferente, vestir-se diferente, tentar algo além do normal, extrapolar, são repreendidos. Por pais, pelos professores – pelo sistema da escola – pelos amigos, pelos recalcados, pelos frustrados – tome cuidado com eles! Ser alguém “diferente” (alguns anos atrás), era tido como rebelde, problemático. Então seguia-se a norma para colocar qualquer um que pensa (e faz algo) no lugar de formatação. Esse é o padrão. A poda do comportamento – que, de certa forma, leva ao estado criativo – é podado sistematicamente. Quantos criativos, por terem algo especial, singular, sofreram e foram se reprimindo paulatinamente.

Atualmente, esse mesmo sistema (status quo) que oprimiu, ridicularizou e cerceou seu pensar diferente para fazer coisas em série, quer que você “pense fora da caixinha”. Esse mercado, que se reorganiza de uma sociedade operacional para uma sociedade intelectual¹, necessitada de conhecimento para gestão e longevidade diante dessa economia mundial, agora busca pelos tal “rebeldes”, pelos “disruptivos”; enfim, pelos criativos para pensar fora dos padrões e para resolver os problemas (deles).

Acho que [eles] vão ter de trabalhar muito para resolver isso. Aliás, já estão. Logo, cabe a você, que agora tem a chance de viver esse período de transformação no mundo do trabalho e da economia (também chamada criativa), dessa sociedade da informação e da gestão pautada em tecnologia e soluções, saber “negociar”. Pois, vão tentar te iludir, alienar para você entregar seus dons (capital intelectual) extremamente barato ou até mesmo de graça. Resista!

Resolva os teus!

1 – Luciano Santana Pereira sobre o trabalho na sociedade da informação e do conhecimento.

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