Do Arquivo | O grande palco da rua… vazio

Antes da pandemia da Covid-19, na região central de Curitiba, podia-se encontrar diversos tipos manifestações culturais. E a Rua XV de novembro virou referência e o grande palco aberto de artistas amadores, de músicos, performistas e toda uma gama de expressão. Algumas boas, ruins, duvidosas; mas o que importa aqui não é isso, e sim dizer que são expressões.

Embora, haja artistas de rua em qualquer lugar do mundo – e sendo bem-vistos e queridos – por essas terras houve quem reclamou das estátuas vivas, dos músicos, dos rapers, dos poetas e até dos violeiros ceguinhos tocando os “modão”. O cara que toca legião não deu muita bola porque já reclamavam dele antes. Brincadeira!!!

Para alguns, a expressão artística, a música, a arte não precisa ficar ali. Para os rúfiões da caretice basta as lojas, os entregadores de panfletos indicando o caminho do consumo. Preferem o silêncio das alegres manifestações. Melhor o grito de compre aqui.

Em vez dos “artistas” e entusiastas, rondava por ali no centro apenas um viaturas da polícia, tocando uma entoada que dizia para quem ainda se arriscava a ir para suas casas. Longos dias, desse palco que é a rua, vazio, sem artistas e, também sem as pessoas para comprar.

Agora, modestamente, com certa cautela, as coisas estão voltando ao seu “normal”. Aprendemos a sentir a falta daquele movimento, das vitalidade da Rua XV – e até dos artistas. De repente, a presença dos artistas não seja tão má ideia assim.

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