Entre erros e acertos – num projeto fotográfico

F(v)OTO foi uma das publicações mais legais que idealizei. Foi algo da fase mais madura do projeto sobre eleições. O conceito era bom, inovador, focado na abordagem fotográfica, diversificado, intercambiando imagens e assuntos, com diagramação e estilo de paginação ousada e tudo mais. Foi uma forma que encontramos – digo nós, porque foi feito na parceria com o Marcos Xreda – de dar vazão ao que tínhamos de fotos, no melhor custo-benefício, pois não tinhamos recursos para fazer um livro ou algo do gênero. Além disso, servia como uma forma de angariar recursos para as outras iniciativas. Vendíamos ao preço de R$ 5 reais. Tudo muito legal, bonito. Mas, foi um “FRACASSO”!

Pelo menos no que diz respeito à intenção de ser algo para obter recursos. Não vendeu nada. Quase zero. Alguns poucos colegas adquiriram. Fiquei com uma pilha de quase 900 exemplares no armário. Avaliando hoje, sei que o projeto em si não era tão ‘universalizado’ – não tinha tanto apelo. Oferecemos às pessoas erradas, não bateu o timming da coisa toda, entre outros “descompassos”.

Por fim, mesmo assim tenho muito orgulho e satisfação dessa publicação e formato. Foi um material muito bem feito, visto que a linguagem das fotos tinha evoluído bastante, o teor fotojornalístico era evidente; assim como uma pegada crítica também. Foi uma solução prática e até mesmo criativa diante da ideia que defendo de materialização.

O erro não existe

Não é papinho de coacher ou autoajuda, mas não há essa coisa de erro propriamente. Trata-se apenas de uma forma de ver a coisa dentro do processo. Numa forma ampla, pode-se dizer que há sim equivocos dentro de um projeto, tarefa, trabalho; enquanto que no sentido restrito é apenas parte no contexto. Errar é tão natural quanto o acerto. Isso acredito que você saiba. O importante aqui é você saber como lidar com isso. Fator tão presente (forçada desde nossa mais tenra idade) que tem gente que não faz as coisas por medo de errar. Há quem erre no caminho e desista. Eu erro e acho super construtivo. Aprendi a lidar com o erro como uma coisa tão inerente ao processo. Quero errar mais e mais para continuar fazendo. Pretendo falhar inúmeras vezes, caso isso faça ajude fazer diferença. Numa dessas eu acerto.

Um comentário

  1. […] A foto é isso o que ela mostra e um pouquinho mais. Um simulacro de moradia. Alguém que achou um utilidade para as placas (cavaletes) de propaganda eleitoral. Construiu algo para não se molhar, para viver seus dramas – sociais, pessoais, psicológicos, de saúde, de enfrentamento desse dura realidade das ruas. A foto é 2014, feita nas região central de Curitiba. Correlacionei ela no material do projeto Voto em Imagens – disponível na publicação F(V)OTO. […]

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