Ver o mundo e todas as suas possibilidades

Depois de um certo ponto, a fotografia transpõe o seu aspecto meramente funcional, de ofício e torna-se algo mais pessoalizado e subjetivo. Por vezes, a fotografia expõe vários tipos de sentimentos, pensamentos, epifânias, dicotomias e modos de ver, traduzir e arriscar inferências sobre o mundo. Não só em relação ao mundo, mas a nós mesmos.

A possibilidade de ver o mundo por meio da fotografia, passa não somente pelas experiências da natureza humana (objetiva), mas também pela apreensão em si (subjetividade). Onde podemos cultivar perguntas e respostas. De repente, mais perguntas. Afinal, fotografia (ou qualquer outro tipo de expressão artística em si) passa por essa coisa chamada visão de mundo. E a visão de mundo vai se transformando a cada nova observação e maravilhamento, feitos com a sensibilidade e a via de um novo entendimento.

Para reforçar essa postagem quase filosófica (ou psicológica) e que daria muitas linhas de boa conversa, vale compartilhar a história contada pelo fotógrafo Dewitt Jones, na palestra da TED Talks. A hsitória que Dewitt Jones narra sintetiza muito bem esse ponto ‘existencialista’ que é inerente a cada fotógrafo em suas mais variadas fases dessa aventura de descobertas e autodescobertas.

Aqui segue uma resumo da história, mas você pode assistir o vídeo na íntegra. 

Parábola do suco [Dei um nome alternativo] 
Dewitt recebeu uma missão para fotografar na costa da Colúmbia Britânica. Lá encontrou um garotinho de uns cinco anos, carregando uma câmera (de plástico) e um grande sorriso. A câmera era mágica. O menino pediu para acompanhar Dewitt no trabalho. Conversa vai, conversa vem, e o trabalho não fluia. Dewitt resmungando, e o garoto sorrindo.

A certa altura, o guri mandou a pergunta: “A sua câmera tem suco?”. Objetivamente Dewitt respondeu que “não”. Como assim suco? “A minha tem”, respondeu o menino bebendo no canudinho que saia de sua câmera colorida.

A pergunta e resposta atingiu em cheio o fotógrafo e ele entendeu o quanto estava numa perspectiva errada em relação a ver o mundo e as respostas que este oferece. 

Criação evolução
Nessas boa coincidências que ocorrerm, resolvi revisitar um livro da minha coleção. ‘Poesia do Banal’, de Luis Humberto, um dos grande nomes da fotografia brasileira. O ensaio ‘Nós e o processo de criação’ também traz certa iluminação acerca do que tratamos aqui. Em especial a nosso processo de existência e tradução disso por meio de uma expressão e porque não, de evolução.

“É preciso adimitir nossas incertezas como decorrência de um processo de crescimento”, diz Humberto. “Entender as angústias como coisa natural e cultivar, até mesmo um certon encanto emlidar come elas.”

E as coisas discorrem para algo entre esse reconhecimento de si e a criação. Um rica fonte para a inovação. Segundo ele: “A reflexão sobre nossas vivências é altamente transformadora, se viermos a aceitá-las, serena e maduramente, com uma contingência natural.”

Por fim, ligando uma coisa a outra, “agir criativamente não significa ser possuídor de súbitas e especiais iluminações, mas atuar duramente, com determinação e aplicação, na busca de novas respostas para velhas questões”.

E que tudo isso, entre em pura ebulição criativa. E todas as contradições inerentes a nossa natureza, possam ser multiplas e transformadoras – ainda mais agora com certa conciência – em algo honesto, verdadeiro com respeito a si mesmo.

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