CONVERSA FRANCA DE QUARENTENA | A reinvenção da Kodak. E a nossa como fica?

A título de informação vale replicar sobre a notícia da reinvenção ou virada da Kodak. Sim, falamos da velha e famosa Kodak, gigante do mercado fotográfico, em especial papéis, mas que amargou a derrocada com o advento da tecnologia digital.

Foi destaque nas redes sociais quando a notícia de como a empresa viu suas ações dando um salto na Bolsa de Valores. De forma resumida a questão é a seguinte: a empresa recebeu um aporte financeiro do Governo Americano por meio de um empréstimoo resguardado nessas políticas de auxílio em tempos de crise. Pois bem, com um dinheirão para salvar o negativo, a gigante marca ícone da fotografia vai produzir ingredientes para remédios genéricos. Ou seja, vai atuar noutro segmento: o farmaceútico. A informação é da revista Wired.It – economia.

Obviamente, o deslocamente de segmento é para uma parte da Kodak, como reforça a nota da revista Fhox. Mas, o que essa informação do contexto negócios/econômico tem a ver com a gente – fotógrafos.

É uma boa pedida para eu reforçar sobre um papo batidão aqui, mas que vez em quando volta à tona em muitas leituras por onde passo os olhos.

Sendo assim, está mais que na hora de a gente pensar as mudanças e como implementá-las. Nessa era dos negócios digitais e, em especial, a nova normalidade pós-pandemia, ou sei lá o que vai se por aí, reivenção ou até mesmo migrar tornou-se o assunto da vez. A fotografia mudou. E tem fotógrafo que não.

Para quem tem a fotografia como atividade prinicipal, o mar não está para peixe. Aliás; sejamos sinceros, já não estava – se algum dia esteve. A pandemia só acelerou o processo de transformação nessa etapa da história. De derrocada? Claro que não, mas não pode ser como antes.

Dessa forma, a ‘dica’ é a seguinte. Pense de forma aberta, sem preconceitos e vá se reiventar, buscar alternativas, mude, olhe para outros segmentos – correlatos ou até mesmo diferentes – e mantenha-se firme , respirando nesse negócio chamado fotografia.

Tenho colegas que estão fazendo isso. Tentando alternativas, buscando outros negócios. Outros estão perdidos, lamantando, tentado se encontrar. Não culpo ninguém, pois nesse momento muita gente está preocupada e perdida. É difícil pensar em mudar com uma coisa que você investiu dinheiro, sentimentos, paixão, tempo e tudo mais.

Porém, tal como a Kodak, se sua história for verdadeira, certamente vai permanecer fotógrafo – uma diferença entre ser e estar. Certamente vai ter de (re) pensar se vai trabalhar direta ou indiretamente. Mas isso é com cada um e depende de muitas variáveis como setor, experiência, segmentação, poder de investimento e tudo mais. Particularmente acho o primeiro caso é mais complicado. Contudo, o importante é continuar a fotografar. De repente você busca novas alternativas, respira, captaliza-se e investi com força para uma nova história.

Por fim, para esse momento é imprencíndivel pensar como empreendedor – de nós mesmos – para ter forças e fôlego para prosseguir. A Kodak foi fazer remédio, que é a demanda do momento, principalmente considerando o cenário americano. Certamente vai ganhar vida.

Eu mesmo estou buscando uma solução para continuar com a atividade. Vou reiventar tudo, inclusive minha fotografia. Ainda não é hora de pendurar as chuteiras – digo, as câmeras. No resto, o tempo dirá.

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