Na rua fotografando [sob ameaça do Coronavírus] – 5

Infelizmente Curitiba está numa escalada no que diz respeito ao contágio da Covid-19. Na quinta-feira (16 /7 – no último boletim) Curitiba confirmou 768 novos casos – somando 12.158 com 310 óbitos.

Há o reforço da mensagem para o uso de máscara, para o distanciamento e se possível permanecer em isolmento. Entretanto, com muita pressão, afinal, a cidade estava basicamente parada desde o útlimo decreto de quarentena restritiba – 1º de julho – não houve prorrogamento da quarentena.

De um cenário de lojas fechadas, comércio parado, e pouca movimentação nas ruas – necessariamente não uma regra – houve um despertar neste dia 15/7. As ruas ficaram repletas e a impressão é que não há mais pandemia.

Segundo a secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, cor da bandeira em Curitiba (protocolo de medição), no momento de ‘Alerta Laranja’, poderá ser reavaliada – não ficando claro se para bom ou pior.

O que está em pauta é o alto indíce de contaminação e a taxa de ocupação das UTIs. Está em 92%, restando, por incrível que pareça, 25 leitos livres.

Sob tensão
Ir para rua tornou-se uma coisa um tanto que tensa. Aliás, acredito que todos, sem exceção, estão num estresse tremendo. Trata-se de um momento difícil para todo nós. Pare para refletir em quem está realmente na linha de frente – enfermeiros, médicos, políciais, bombeiros, motoristas de ônibus – trabalhando com receio, tensão, pressão, excesso de informação e, por vezes, até medo.

A tensão que pairá no ar vem deixando as pessoas até um pouco confusas e sem noção da realidade. Na rua acabei percebendo os efeitos disso.

Dias atrás enquanto fazia uma foto, um cara quis tretar e cuspiu em mim – não acertou devido ao vento. Numa outra situação, esperando para fazer conseguir um cena, um cara veio dizer que eu não poderia fotografar ali. Naquele tom de ameaça: “Cara, não queremos paparazzi aqui”.

Outro dia, tive que ser um tanto grosseiro com um cara. Colou no meu ombro, queria que eu fizesse uma foto dele – meio difícil de entender. E com a máscara no queixo queria me agradecer.

Falando em máscara no queixo, deparei-me com um senhorzinho que mandou “aí que bom que encontrei um fotógrafo profissional” para me ajudar a ajustar minha câmera. Obviamente quando vi já estava em cima de mim baforando.

Na rua, as pessoas querem saber o que estou fotografando, o por quê, para quem, qual a razão e coisa e tal. Isso eventualmente acontecia, mas parece que agora aumentou relativamente. Fora isso, as pessoas não respeitam seu espaço. Achegam-se sem máscara (ou tiram), querem tocar. Sei que é um período de muita dúvida, de desinformação extrema e de receio em tudo, numa neurose.

Enfim, não é fácil ir para rua nesses dias.  

Fiquem bem e até o próximo!


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