Por dentro de um escola de boxe – para crianças – em Cuba

Fotos: Henry Milléo.

Este é a segunda impressão do fotozine Cuba´s Boxing Boys, do fotógrafo Henry Milléo. O photobook é uma fotorreportagem numa escola de boxe na periferia de Havana. Em sua viagem a Cuba, Milleo registrou o treino (forte) de um grupo de garotos numa Gymnasio de Boxeo, no qual suor e sonhos misturam. Tal como o futebol aqui no Brasil é o sonho – e até saída da extrema pobreza – de muitos garotos, o boxe é o esporte dos sonhos dos niños cubanos.

O trabalho foi originalmente publicado na revista Flint Magazine (EUA), em 2016. No ano seguinte, o trabalho acabou premiado no prestigiado concuros POY Latam de fotografia.

Este edição foi ampliada e revisada. A finalização do livro é artesanal, com costura à mão pelo próprio fotógrafo.

AR blog – Quando você viajou para Cuba? o que foi fazer lá?
Henry Milléo: Eu fui para Cuba em julho de 2015. Minha intenção era mostrar as mudanças que estavam ou poderiam ocorrer depois do discurso do então presidente dos Estados Unidos Barack Obama. A questão da reaproximação dos governos – cubano e norte-americano – estava em evidência. Mas, é claro, iria aproveitar a viagem eu produzir outras séries de fotos e pautas.

Como você descobriu a história dos garotos boxeadores?
Fotografar o boxe lá estava na lista do que eu pretendia fazer. Apenas não queria fazer o roteiro mais comum. Tem escolas lá que abrem para turistas fotografar, cobram entrada, mas eu queria algo mais particular. Boxe de verdade e não para turista ver. Um dia que eu estava fotografando na periferia de Havana, então passei em frente e encontrei, meio que por acaso, esse ginásio.

Como foi a conversa com o professor (Quem é ele?), com os alunos. Foi difícil fotografar ou rolou numa boa?
Daniel Casanova, um boxeador olímpico aposentado, era o professor responsável pelo lugar. Ele me viu fotografando a fachada, conversamos e ele disse para eu voltar no dia seguinte para o treino dos garotos. Estava ali a pauta boa. Eu não tive problema algum em fotografar.

Qual equipamento você usou. Por que o preto e branco?
Eu usei uma Nikon D800, com lentes 50mm e 24-70mm. A escolha do preto e branco se deu porque Cuba é lugar de muita cor e você é bombardeado por ‘cor’ o tempo todo. A escolha do preto e branco deu-se porque eu queria dar uma característica mais pessoal. Especialmente porque minha escola é do pb, a maioria dos meus trabalhos é em preto e branco, logo, resolvi manter esse estilo.

Fale sobre o livro. Como surgiu a proposta de fazer o photozine Cuba´s Boxing Boys?
Este é um trabalho que eu gosto muito, que fiz sem pressão – de editor, de veículo –, feito de forma muito autoral. Consequentemente acabo revisitando ele num momento ou outro. Como ele já tinha sido publicado em 2016 (na revista e outros canais), a ideia era publicar de uma outra forma. Uma publicação mais particular, com meu próprio design, com minha visão de como a fotos deveriam ser mostradas. Então, eu fiz uma revisão agora [quarentena] e montei essa segunda edição em formato photozine, mais enxuta e bem finalizada em todo processo.


Clique aqui para saber mais sobre esse trabalho e photozine e adquir você pode acessar o site do fotógrafo.

 


 

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