Sem trampo? O que fazer nesse tempo de perrenga por causa da pandemia

A crise do Coronavírus (Covid-19) é um problema sanitário, com efeitos econômicos inevitáveis. Medidas estão sendo pensadas e adotadas para amortiçar os impactos financeiros em todos os setores. No tocante da fotografia, o impacto não seria diferente. Nas redes, há muita gente comentando sobre os cancelamentos dos trabalhos, principalmente de profissionais que atuam de forma comissionada (frilas).

Artigos e comentários abordam sobre esse problema pontual que fotógrafos vão ter de enfrentar. Procurei sondar com colegas. Percebi que há um misto de preocupção, dúvidas, mas também de otimismo tupiniquim.

Trouxe um pouco dessa assunto na postagem anterior. Em resposta, um colega me encaminhou uma mensagem num tom tipo “e serão longos meses ainda…”. O próprio governo disse que serão dias duros para o brasileiro (50 dias) no enfrentamento dos efeitos físicos, sociais e econômicos por causa da pandemia.

Contudo, também recebi observações positivas em relação a esse período que teremos de ficar de molho – sem possibilidade de trabalho e muito preocupados com os rendimentos. Com aquela sensação de não conseguir cumprir os compromissos como pagar o aluguel, quitar o cartão de crédito, ficar me dia com conta de luz, do telefone, e tudo mais.

Ócio criativo e soluções para a chatice e perrenga?
Mas, enfim, o que fazer nessa desgraceira profissional que estamos metidos. Há um pessoal confabulando e sugerindo formas criativas de enfrentar a pandemia enquanto fica trabalhando.

Sugestões de como aproveitar o tempo ocioso com estudos, cursos, leituras, aproveitar para fazer pesquisas e especializações, fazer tours virtuias em museus ou até mesmo usar esse momento para um reflexão, meditação e coisas afins…. Acho que é bem isso mesmo. Esse tempo, caso bem aproveitado, serve para o aprimoramento.

Embora tudo seja meio duvidoso e suspenso, acho que de forma objetiva também da para bolar algo no sentido do financeiro. A Ana Lúcia Ciffoni (num comentário no post anterior) sacou a questão e sugeriu uma espécie de “interação remunerada online” e mandou exemplos tal como viabilizar tutorias, leitura de portfólio, entre outras ações, que poderão ser remuneradas (de repente) num sentido bem colaborativo.

Interação on-line remunerada
E essa coisa da conectividade faz todo sentido. Afinal, tmbém podemos aproveitar esse tempo não somente para se aprimorar, mas também para empreender. Como a própria Ana comentou. “Não vai resolver a questão econômica, mas pode minimizar”. Sendo assim, podemos (sugerir) e avaliar algumas possibilidades:

• tutoria e consultorias
• leitura ou revisão de portfolio
• curso sobre edição e tratamento de imagens
• cursos específicos de fotografia*
• venda de produtos – livros, fotos, sulviniers, etc.

Temos aqui sugestões interessantes para promover. Falando a real, até práticas e poderia funcionar individualmente ou estruturadas em pequenos grupos e parcerias. Nesse contexto, por exemplo, um fotógrafo ou filmmaker que esteja bem familizado com drones, poderia dar uma “aula” ou consultoria de como adquirir o equipamento, funcionamento ou mesm dicas práticas de pilotagem.

A proposta também funciona para fotógrafos com outras especialidades e habilidades. Por exmeplo, o cara que é bom no markenting digital pode criar um sala de bate papo com dicas de como divulgar, fazer o marketing e segmentação. Essas coisas ligadas ao negócio que muitos fotógrafos negligênciam.

Acredito que a leitura de portfólio também é uma coisa possível. Uma das grandes mudanças que tive na minha maneira de entender e, posteriormente fotografar, foi devido a uma leitura de portfólio. Ademais, a maioria dos trabalhos de fotógrafos já está online e bastaria acessar links ou publicações para tecer as observações.

Uma outra maneira clássica de ajudar os profissionais da imagem é comprando seus serviços ou produtos como fotos, livros, cursos e tudo mais. No caso das fotos, valeria comprar o arquivo digital (ajustar tamanho) e no caso de livros, o fotógrafo poderia enviar posteriormente.

Essas são algumas sugestões. A questão de viabilizar isso não é tão complicada. Depende mais de iniciativa e de atitude. Assim, no caso da venda dos produtos como fotos ou livros, a maioria dos sites dos fotógrafos possui sistema de vendas (e-commerce). Caso não possua, vale fomentar por blog, por rede social como Instagram, Whats Zap, Facebook e todo arsenal de mídias sociais disponíveis. Para tutorias e consultorias há plataformas como a Zoom ou Skype que possibilita esses econtros e reuniões ou webnários.

Vale lembrar que nada vale mais que nossa vida. A perrenga financeira vai e vem. Todo cuidade é pouco com o Coronavírus. Porém, também não podemos cair no vale da reclamação ou ociosidade negativa, pessimismo ou até depressão – como li num comentário. A questão é tentar fomentar uma união e espírito colaborativo. Períodos como esse, nós colocam à prova e testam nossa maneira de sermos solidários. De repente, num sistema macro pode dar certo. Fotógrafos (as) talentosos tem de sobra por aí. Assim como as ideias e ferramentas para se conectar.

Caso você tenha uma sugestão, fique à vontade para comentar. Se tem um curso online pode enviar também pra ser compartilhado nas redes sociais. 

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