Dá-lhe capa ! O retrato do Dallagnol

O trabalho dessa semana foi para um revista de circulação nacional. A missão era fotografar o procurador Deltan Dallagnol para a revista Época. Ele concedeu entrevista ao jornalista Guilherme Amado, em Curitiba, sede da Lava Jato. Dei sorte e o material rendeu a capa da revista.

Anteriormente comentei acerca desse negócio da publicação, de ter o material no impresso e, consequentemente, num lugar de destaque – neste nosso caso de fotografia, a capa. Anedotadas e peculiaridades da profissão. A coisa ainda se mantém viva no universo do fotojornalismo.

Mantenha a calma e fotografe
Cheguei bem cedo ao local marcado para a entrevista. Fui encaminhado à sala e de imediato fui montando meus equipamentos. Tratava-se de uma sala de reunião. Ampla, mas com moveis que não podiam ser movidos. Isso, às vezes é um problema, principalmente quando a sua proposta de luz era montar um set com softbox, luz de recorte e tudo mais.

Você aposta que tudo vai ser dentro do imaginado, que tudo vai ser do jeitinho que voê desenhou, mas em jornalismo é assim mesmo. Há muitas variáveis. No meio da coisa todas acontece os imprevistos e tudo é diferente do imaginado.

Enquanto rolava o papo, eu registrava o que a gente chama de “caras e bocas”. Ou seja, as expressões e gestos. Também usei esse tempo para ir bolando algo para a foto. Sentei e esbocei alguns esquemas. A proposta era ter fotos para a interna – para ilustar a matéria em si – e uma proposta de fotos posadas.

No que diz respeito as fotos posadas, além da questão do espaço e o comportamento da luz – visto as paredes brancas – tmabém me deparei com coisas menores como o reflexo nos óculos, com um infiltração de cor amarela (oriunda das persianas) e a mesa no meio do caminho. Bem, empurra luz lá, para cá e segue a sessão.

No meu perfil do Instagram eu postei uma foto com um comentário: “vocês nem imaginam quem vai sentar nesta cadeira”. Parece que desde o início estava apostando na opção da cadeira.


Agradeço a revista Época pela oportunidade. Ao jornalista Guilherme Amado e assessores do MPF.  
Até o próximo blogpost!

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