Chove, mas o espetáculo não pode parar

Costumo dizer que tem dias ruins e dias bons. Tanto um quanto outro é uma oportunidade de evoluir. 


Vida de repórter fotográfico tem seus dias com “altos e baixos”, secos e molhados. E bem no dia da estréia do Espetáculo do Palácio Avenida (¹), em Curitiba, foi um desses. Vocês vão entender.

Bem, eu estava escalado para cobrir a abertura do espetáculo, que é realizado bem no calcadão da Rua XV de Novembro, centrão de Curitiba. Antes de ir pra pauta, passei para retirar uma encomenda – uma alça de câmera da Nohauka – muito bonita por sinal. No caminho aquele prelúdio de tempo. Chuvona. Me molhei obviamente.

Com alça nova na câmera, peguei um Uber e fui para a pauta. Lá no Palácio Avenida procurei o lugar reservado para a imprensa. Mesmo com a chuva típica de Curitiba, o povo foi lá assistir a abertura do espetáculo natalino. Além do público, pensa no pensa na dificuldade dos bailarinos, dos operadores de luz e áudio e outros que estavam ali pra fazer o negócio acontecer.  Choveu sim, mas o espetáculo não pode parar. E nem as fotos. 


Desafio

Pensei em fazer algo diferente. Aproveitar a chuva e o público e bolar algo em cima desse clima mais fotojornalismo mesmo. De repente sair um pouco daquela coisa dos fogos de artíficio, das crianças e tal. Mas, lembrei que o jornal precisava do clichezão mesmo.

Isto é, resolvi voltar para a proposta do bem basicão. Mas, parece que eu tava bad. Nada. Nenhuma foto legal ali do público. Tudo muito escuro, muitos guarda-chuvas. Com a combinação de multidão, chuva e centenas guarda-chuvas, a coisa complica. Andar ali ficou inviável. Não acertava uma foto. A foto bonitinha estava literalmente indo por água abaixo.

Negócio foi voltar lá para o espaço da imprensa – no primeiro e segundo andar do citado prédio. Bem, apostei no registro do espetáculo. Não dá pra variar muito com a vista da janela.

Geralmente eu fotografo enfiado no meio da multidão. Gosto de usar a 35mm e ambientalizar a questão. Mesmo que a proposta fosse ter, primordialmente, a foto do espetáculo em si, vale fazer um material mais divesificado. Pelo menos tentar.



Deu ruim

No final do espetáculo há uma queima de fogos. Na expectativa de ter uma boa foto (tanto que clichê, digo) da coisa, resolvi descer e ir para a área de melhor ângulo. Fail, fail. A câmera encharcou, a lente ensopou e os guarda-chuva – que são quase um simbolo de Curitiba – também não colaboravam. Particularmente falando, não curti muito o resultado. Mas, como costumamos dizer, é o que temos para hoje.

Fim de show, o negócio era ir embora com o aspecto de pinto molhado. Até que eu tive a brilhante ideia de tirar uma foto com o celular. Avistei um chapa e pedi pra tirar com meu celular. Quando estico o phone; parabéns, derrubo a câmera. Tchau querida lente.

E esse dia encerrou assim. Mas, valeu e depois fui para o estúdio tocar um som e a lente a gente manda pro conserto (²).

 

Obrigado! Fiquem bem e até o próximo post


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(1) – Espetáculo de Natal Palácio Avenida 2018. Esta é a 28ª edição do espetáculo e o tema “Tempo de Sonhar”. De 30 de novembro e seguem até 16 de dezembro sempre às sextas, sábados e domingos. 

(2) – Câmera já foi para conserto e o orçamento ficou em 450 reias – até um pouco abaixo do que eu esperava. Levei na Fototech, em Curitiba.

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