O sol de Curitiba

Quando as temperaturas caem, em Curitiba há certo regojizo. A geada é comemorada, os vendedores de guarda-chuvas juntam coro à voz coletiva para celebrar a chuva e os dias cinzentos. Há um quê de o curitibano preferir os dias de frio. Entretanto, para desalento do fetiche dos casacões e cachecóis, o sol também nasce em Curitiba.

Para muitos, a lua exerce certo fascínio. A dama da noite suprema. Os olhos se voltam para o céu noturno na busca do seu charme. Tamanha a fascinação que em tempos de lua cheia – ou lua gigante – os sites, jornais e redes sociais são abundados com fotos do satélite natural. Canais especializados em fotografia dão dicas que como fotografá-la, como enquadrar seu desfile entre montanhas ou edifícios.

Contudo, eu arrisco atirar no Sol. O sol também tem seu encanto. Até tenho um trabalho com a luz dura em dia de sol forte. Tal como na fotografia, a magia do feminino parece que sobressai para a fotografia. Parece que foram feitos um para o outro – hum, dia desses arrisco o texto sobre isso. O sol derrama um dos ingredientes mágicos da fotografia. Sua luz não passa despercebida, seja ao nascer ao se pôr. Pode ser aqui em Curitiba ou em Dubai.

No cotidiano estamos tão acostumados que nos esquecemos dessa majestosa e sublime beleza. Vale dizer que é um hiper clichê

O clichê do por do sol
Estou trabalhando na criação de um banco de imagens e sei que não podem faltar fotos como a de céu azul, contraluz, o fim de tarde e o velho pôr do sol. Mas, algumas dificuldades poderão surgir. Como não ter o sol brilhante – em Curitiba, às vezes, o aquele tempo cinza dura dias. Bem, sorte que esses dias, o tempo estava mais que convidativo. Difícil não fotografar!

Fiz três investidas. De antemão, por observações anteriores, eu já sabia o horário ideal e o máximo de tempo de transição. Na primeira, fotografei uma estação de distribuição de energia elétrica – tema energia, sustentabilidade, energia, etc. A segunda, o sol propriamente. Fim de tarde, montanha e tal.

No segundo tiro, usei uma Canon 70-200mm, com uma ampliador de 2x, e uma câmera 1D (antiga). O resultado não foi legal. Uso excessivo no white balance e pouca relação espacial – enquadramento e composição ruim.

Tanto na 2ª, quanto na 3ª tentativa, fiz as fotos da sacada do meu estúdio. Aquela luz linda atravessando pela janela convidava ao disparo. Como não dispunha de uma teleobjetiva (400-600), optei por uma câmera de crop (7D) e a velha 70-200mm. O resultado foi bem melhor.

Vale lembrar
Como não disparei com sol a pino, nem era uma foto mais fechada, não tinha fatores complicadores. Caso o fizesse seria ideal tomar alguns cuidados para não danificar o sensor  da câmera ou até mesmo problemas com a visão – detonar seu olho ou retina olhando direto para o sol. Por isso, vale tem em mãos, uma chapa (filme) de Raio-X, óculos escuros. 

E por fim, parafraseando um grande profissional do teatro que é meu amigo. Todo clichê é válido, desde que bem feito. Espero que o meu esteja.

Obrigado! Fiquem bem e até o próximo post


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