Retrato do paratleta

Dias atrás postei no meu perfil no Instagram (@andrerodriguesphoto) uma imagem de bastidor de um retrato. A imagem mostrava uma espécie de túnel (passarela) e envolvia a participação de um paratleta e sua bike adaptada. Falo dessa foto e trabalho aqui.

Foi um trabalho para uma revista institucional. A proposta era fotografar o paratleta Marco Antônio Rissato. Uma externa que ilustraria a capa.

Combinadas as questões como locação, horário entre outros detalhes, foi a vez de pensar no que fazer para a foto do nosso modelo.

Marcos Rissato é um paratleta. Tem 38 anos e pratica triathlon. Não é desses só de fim de semana, mas de performance. Competidor até com planos para uma Olimpíada. Opa, legal, não faltaria disposição.

Tinha conversado sobre algumas possibilidades e já levantado algumas sugestões. Como ressalto, era a hora de trazer à realidade. Para isso sigo meus métodos. Pesquisa, referências e meus esboços – risos. Para não correr o risco de não fazer o que tinha em mente. É, às vezes o cérebro e até a situação enganam a gente.

Basicamente pensei num retrato intimista. De luz dura mesmo, ressaltada, pós-tratamento de cor também diferenciado.

Simplicidade é mais
Tenho um ditado que me relembro desde os tempos de adolescentes. Na verdade um provérbio de Wing Chun (咏春): “Os outros caminham pelo arco. Eu caminho pela corda”. E aplico-o em várias situações na minha vida. Ou seja, é melhor ser curto, direto e às vezes o mais rápido que puder. Justamente o caso desse retrato.

Na questão técnica, optei por dois pontos de luz. Dois flahs de sapata com rádio resolveriam dentro da perspectiva e referências que eu tinha pensado. Uma luz dura, direta, que iria casar bem com o tratamento final.

01

Foram poucos disparos com F/9 e 1/160s em ISO 250. Alternando um jogo de lentes – 70-200mm /100mm / 50mm .A ideia era aproveitar o túnel, perpectiva, clarão no fundo. Opções verticais, horizontais que poderiam ser exploradas na diagramação. Bem, tinha imaginado aquela coisa extensa e tal, mas… Mas como costumamos dizer: era o que tinha pra hoje – na aquele momento.

A outra tomada deu-se fora, no sol a pino mesmo. Este dia estava quente em Curitiba. Melhor não abusar do modelo e fazer as fotos de movimento. Uma, duas, três voltas e pronto.

Como estávamos em um local bem propício ao esporte – Parque Barigui. Era melhor aproveitar a pista, principalmente uma circular. Pedi para o Marcos correr um pouco e fiz alguns disparos naquele velho e bom panning. O Flash disparado em segunda cortina garantiu o congelamento. Pronto, mais uma pensando nas páginas internas da revista.

Às vezes é bom seguir o que idealizamos. Que também era o caso do retrato no túnel e até do panning com sol ao fundo. O flare deu um toque final… Quase na hora de irmos embora. E valeu mesmo porque acabaram optando por esta imagem para a matéria.

Fiquem bem e até o próximo amigos!


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